terça-feira, 24 de agosto de 2010

TEXTO 1 - TGA

Faculdade Católica Nossa Senhora das Neves

Autorizada pela Portaria nº 3.895-MEC – DOU 26.11.2004

Curso:

Administração

Semestre:

2010.2

Disciplina:

TGA – Teoria Geral da Administração

Professor:

Zenóbio Pereira

Texto:

01 (Um)


TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO

Administração é o processo de conjugar recursos humanos e materiais de forma a atingir fins desejados, através de uma organização.

Organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos

Funções Administrativas: planejamento, organização, liderança ou direção, avaliação e controle

Abordagem Histórica da TGA

O mundo de hoje é uma sociedade composta de organizações. Todas as atividades voltadas para a produção de bens (produtos) ou para a prestação de serviços (atividades especializadas) são planejadas, coordenadas, dirigidas e controladas dentro de organizações.

Todas as organizações são constituídas de pessoas e de recursos não-humanos (como recursos físicos e materiais, recursos financeiros, recursos tecnológicos, recursos mercadológicos etc.). A vida das pessoas depende das organizações e estas dependem do trabalho daquelas. As pessoas nascem, crescem, aprendem, vivem, trabalham, se divertem, são tratadas e morrem dentro de organizações. As organizações são extremamente heterogêneas e diversificadas, de tamanhos diferentes, de características diferentes, de estruturas diferentes, de objetivos diferentes. Existem organizações lucrativas (chamadas empresas) e organizações não lucrativas (como o Exército, a Igreja, os serviços públicos de natureza gratuita, as entidades filantrópicas etc.). A Teoria das Organizações (TO) é o campo do conhecimento humano que se ocupa do estudo das organizações em geral. Pelo seu tamanho e pela complexidade de suas operações, as organizações, quando atingem um certo porte, precisam ser administradas e a sua administração requer todo um aparato de pessoas estratificadas em diversos níveis hierárquicos que se ocupam de incumbências diferentes. A administração nada mais é do que a condução racional das atividades de uma organização, seja ela lucrativa ou não-lucrativa. A Administração trata do planejamento, da organização (estruturação), da direção e do controle de todas as atividades diferenciadas pela divisão de trabalho que ocorrem dentro de uma organização. Assim, a Administração é algo imprescindível para a existência, sobrevivência e sucesso das organizações. Sem a Administração, as organizações jamais teriam condições de existir e de crescer. A Teoria Geral da Administração (TGA) é o campo do conhecimento humano que se ocupa do estudo da Administração em geral, não se preocupando onde ela seja aplicada, se nas organizações lucrativas (empresas) ou nas organizações não- lucrativas. A TGA trata do estudo da Administração das organizações.

A Administração revela-se nos dias de hoje como uma das áreas do conhecimento humano mais impregnada de complexidades e de desafios. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida pode trabalhar nos mais variados níveis de uma organização: desde o nível hierárquico de supervisão elementar até o nível de dirigente máximo da organização. Pode trabalhar nas diversas especializações da Administração: seja a Administração da Produção (dos bens ou dos serviços prestados pela organização), ou a Administração Financeira, ou a Administração de Recursos Humanos, ou a Administração Mercadológica, ou ainda a Administração Geral. Em cada nível e em cada especialização da Administração, as situações são altamente diversificadas. Por outro lado, as organizações são também extremamente diversificadas e diferenciadas. Não há duas organizações iguais, assim como não existem duas pessoas idênticas. Cada organização tem os seus objetivos, o seu ramo de atividade, os seus dirigentes e o seu pessoal, os seus problemas internos e externos, o seu mercado, a sua situação financeira, a sua tecnologia, os seus recursos básicos, a sua ideologia e política de negócios etc.

Em ceda organização, portanto, o administrador soluciona problemas, dimensiona recursos, planeja sua aplicação, desenvolve estratégias, efetua diagnósticos de situações etc., exclusivos daquela organização.

Um administrador bem sucedido em uma organização pode não sê-lo em outra. Toda vez que uma organização pretende admitir um executivo em seu quadro administrativo, os candidatos são submetidos a uma infinidade de testes e de entrevistas que procuram investigar em profundidade os seus conhecimentos, as suas características de personalidade, o seu passado profissional, a sua formação escolar, os seus antecedentes morais, o seu sucesso ou fracasso em determinadas atividades, além de outros fatores de importância neste sentido.

Em alguns casos, até a sua situação conjugal ou sua estabilidade emocional são avaliados. Isto porque o executivo dificilmente pode ser transferido de uma organização para outra sem que algum problema de adaptação deixe de ocorrer. Mesmo que o executivo tenha profundos conhecimentos de Administração e apresente um invejável currículo profissional, ele não é julgado somente pelo que sabe a respeito das funções que exerce em sua especialidade, mas principalmente pela maneira como executa o seu trabalho e os resultados que consegue obter com os recursos disponíveis. A finalidade é verificar se as qualidades apresentadas no currículo, por exemplo, condizem com os novos padrões (de soluções de problemas) no mercado, com a situação da empresa e do pessoal que vai trabalhar com ele, pois não existe uma única maneira certa para solucionar um problemas. O que existe são maneiras corretas de executar determinadas tarefas em certas empresas, em condições específicas, por dirigentes de temperamentos diversos e modos de agir próprios.

Há pelo menos três tipos de habilidades necessárias para que o administrador possa executar eficazmente o processo administrativo: a habilidade técnica; a humana e a conceitual':

Habilidade técnica: consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para a realização de suas tarefas especificas, através de sua instrução, experiência e educação.

Habilidade humana: consiste na capacidade e discernimento para trabalhar com pessoas, compreender suas atitudes e motivaç8es e aplicar uma liderança eficaz

Habilidade conceitual: consiste na habilidade para compreender as complexidades da organização global e o ajustamento do comportamento da pessoa dentro da organização. Esta habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu grupo imediato.

A adequada combinação dessas habilidades varia à medida que um indivíduo sobe na escala hierárquica, de posições, de supervisão a posições de alta direção.

A Administração e a TGA (Teoria Geral da Administração)

Vivemos em uma civilização onde o esforço cooperativo do homem é a base fundamental da sociedade. A tarefa básica da Administração é a de fazer as coisas através das pessoas. Seja nas indústrias, no comércio, nas organizações de serviços públicos, nos hospitais, nas universidades, nas instituições militares ou em qualquer outra forma de empreendimento humano, a eficácia com que as pessoas trabalham em conjunto para conseguir objetivos comuns depende principalmente da capacidade daqueles que exercem função administrativa.

O avanço tecnológico e o desenvolvimento do conhecimento humano, por si apenas, não produzem efeitos se a qualidade da administração efetuada sobre os grupos organizados de pessoas não permitir uma aplicação efetiva desses recursos humanos. A Administração, com suas novas concepções, está sendo considerada uma das principais chaves para a solução dos mais graves problemas que afligem atualmente o mundo moderno. Peter Drucker, autor nitidamente neoclássico, afirma que não existem países desenvolvidos e países subdesenvolvidos, mas sim países que sabem administrar a tecnologia existente e seus recursos disponíveis e potenciais e países que ainda não o sabem. Em outras palavras, o que existem são países administrados e países subadministrados.

O trabalho do administrador em uma organização qualquer, seja ele um supervisor de primeira linha ou o dirigente máximo da organização – E essencialmente o mesmo. Não há, neste sentido, uma distinção básica entre diretores, gerentes, chefes ou supervisores, como administradores. Qualquer que seja a posição ou o nível que ocupe, o administrador alcança resultados através da efetiva cooperação dos seus subordinados.

A tarefa de administrar se aplica a qualquer tipo ou tamanho de organização, seja ela uma grande indústria, uma cadeia e de supermercados, uma escola, clube, hospital ou uma empresa de consultoria. Toda empresa precisa ser bem administrada para poder alcançar os seus objetivos com a maior eficiência e economia de ação e de recursos.

Devido às suas limitações físicas, biológicas e psíquicas, o homem tem necessidade de cooperar com outros homens para, em conjunto alcançar objetivos. Quer sejam esses objetivos industriais, comerciais, militares, religiosos caritativos, educacionais; a coordenação do esforço humano torna-se um problema essencialmente administrativo. Onde quer que a cooperação de indivíduos no sentido de alcançar um ou mais objetivos comuns se torne organizada e formal, o componente essencial e fundamental dessas associações é a Administração – a função de se conseguir fazer as coisas através das pessoas, com os melhores resultados.

Somente a partir do momento em que as organizações alcançaram um certo tamanho e complexidade é que a sua administração começou a apresentar dificuldades e desafios até então intransponíveis para os seus dirigentes. Foi nesse momento que surgiu uma crescente necessidade de uma Teoria da Administração que permitisse oferecer aos dirigentes das organizações os modelos e as estratégias adequadas para a solução dos seus problemas empresariais.

A principal tarefa da Administração é interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação organizacional através do planejamento, organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim de alcançar tais objetivos da maneira mais adequada à situação.


ÊNFASE

TEORIAS ADMINISTRATIVAS

PRINCIPAIS ENFOQUES

Tarefas

Administração Científica

Racionalização do trabalho no nível operacional (organização racional, divisão das tarefas, simplificação, especialização)

Estrutura

Teoria Clássica

Teoria Neoclássica

Organização formal (funções técnicas, comerciais, segurança, contábeis, financeiras e administrativas).

Princípios gerais da administração

Funções do administrador

Teoria da Burocracia

Organização formal burocrática (caráter legal e formativo, racionalismo, rotinas e procedimentos padronizados)

Racionalidade organizacional (previsibilidade)

Teoria Estruturalista

Múltipla abordagem

· Organização Formal e Informal

· Análise Intraorganizacional e análise interorganizacional (interação entre a organização e o seu ambiente, as organizações de trabalho e as de natureza diferenciada)

Pessoas

Teoria das Relações Humanas

Organização Informal (comportamento social, recompensas e punições, integração social)

Motivação, liderança, comunicações e dinâmica de grupo

Teoria do comportamento organizacional

Estilo de administração

Teoria das decisões

Integração dos objetivos organizacionais e individuais

Teoria do desenvolvimento organizacional

Mudança organizacional planejada (Empowerment” -

mais poder aos funcionários).

Abordagem de sistema aberto (Mudança na cultura organizacional).

Ambiente

Teoria Estruturalista

Análise intraorganizacional e análise ambiental

Abordagem de sistema aberto (convergência de outras teorias)

Teoria da contingência

Análise ambiental (imperativo ambiental)

Abordagem de sistema aberto (decomposição do sistema em subsistemas).

Tecnologia

Teoria da contingência

Administração da tecnologia (imperativo tecnológico)

Principais Teorias Administrativas e seus principais enfoques

A Teoria Geral da Administração começou com o que chamaremos de "ênfase nas tarefas" (atividades executadas pelos operários em uma fábrica), com a Administração Científica de Taylor. A seguir, a reocupação básica passou para a "ênfase na estrutura" com a Teoria Clássica de Fayol e com a Teoria da Burocracia de Weber, seguindo-se mais tarde a Teoria Estruturalista da Administração. A reação humanística surgiu com a "ênfase nas pessoas", através da Teoria das Relações Humanas, mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental e pela Teoria do desenvolvimento Organizacional. A "ênfase no ambiente" surgiu com a Teoria dos Sistemas, sendo completada pela Teoria da Contingência. Esta, posteriormente, desenvolveu a "ênfase na tecnologia". Cada uma dessas cinco variáveis – tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia – provocou a seu tempo uma diferente teoria administrativa, marcando um gradativo passo no desenvolvimento da TGA. Cada teoria administrativa procurou privilegiar ou enfatizar uma dessas cinco variáveis.

Administração Científica de Taylor (TAREFAS)

· Estudo das rotinas produtivas e seleção do trabalhador

· Incentivo salarial e condições ambientais de trabalho

· Homem Econômico

Teoria da Burocracia de Weber (ESTRUTURA)

· Normas e regulamentos garantem consistência

· Racionalidade e formalidade da comunicação

· Impessoalidade e profissionalismo

Teoria das Relações Humanas de Mayo (PESSOAS)

· Estudo da Organização Informal (Homem Social)

· Motivação, Liderança e Comunicação

· Dinâmica de Grupo e Mudança Organizacional

Teoria Cibernética e de Sistemas (AMBIENTE)

· Sistema: entrada, processo, saída e retroação

· Organização como Sistema Aberto

· Subsistema técnico e subsistema social

· Visão Sistêmica é a lente que a teoria contingencial usará para interpretar as demais teorias

Teoria NeoSchumpeteriana (TECNOLOGIA)

· Destruição criadora das inovações

· Importância do Empreendedor

· Evolucionismo: sobrevivência dos melhores adaptados

Todas as teorias administrativas apresentadas são válidas, embora cada qual valorize apenas uma ou algumas das cinco variáveis básicas. Na realidade, cada teoria administrativa surgiu como uma resposta aos problemas empresariais mais relevantes de sua época. E, neste aspecto, todas elas foram bem sucedidas ao apresentarem soluções específicas para tais problemas. De certo modo, todas as teorias administrativas são aplicáveis às situações atuais, e o administrador precisa conhecê-las bem para ter à sua disposição um naipe de alternativas interessantes para cada situação.

À medida que a Administração se defronta com novos desafios e novas situações que se desenvolvem com o decorrer do tempo, as doutrinas e teorias administrativas precisam adaptar suas abordagens adaptando-as completamente para continuarem úteis e aplicáveis. Isto explica, em parte, os gradativos passos da TGA no decorrer deste século. O resultado disso tudo é a gradativa abrangência e complexidade ora apresentada.

Novos enfoques da Administração

Qualidade Total:

“Agir de forma planejada e sistêmica para implantar e implementar um ambiente no qual o aprimoramento seja contínuo e em que todas as relações fornecedores/clientes da organização, sejam elas internas ou externas, exista satisfação mútua.” (ISO 9000).

Reengenharia:

A Reengenharia é o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos, qualidade, atendimento e velocidade. Esta definição encerra quatro palavras-chaves: fundamental, radical, drástica e processos. (Hammer e Champy, 1994).




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